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17/02/2015

Hommage au poète José Terra, à l'Université de Paris IV, le vendredi 20 Mars à 18H


Homenagem ao poeta José Terra

20 março de 2015, às 18h

La professeure Maria Graciete Besse dans le cadre du CRIMIC de l'Université de Paris IV et plus précisément des séminaires d'Études lusophones (EL) et de Poésies ibériques et d'Amérique latine (PIAL) organise un hommage au poète José Terra, co-fondateur de ce séminaire.

S'y associe également le séminaire d'Études catalanes (SEC) , en offrant le cadre de ses locaux historiques où se déroulera l' hommage, le vendredi 20 Mars à 18H.

07/02/2015

José Terra: o canto «tenso e lúcido» de um poeta a redescobrir - resenha por Fernando J. B. Martinho na Colóquio/Letras n.º 188.


MARTINHO, Fernando J. B. 
«José Terra: o canto «tenso e lúcido» de um poeta a redescobrir 
in: revista Colóquio/Letras, n.º 188, Jan. 2015, p. 196-204.


[texto a divulgar, logo que possível]

A poesia de José Terra apresentada em Paris - notícia por José Barros


José Barros - «A poesia de José Terra apresentada em Paris» [notícia], Notícias dos Arcos, Arcos de Valdevez, 29.01.2015,  p. 13.

12/01/2015

OBRA POÉTICA de José Terra apresentada na Biblioteca do Centro Gulbenkian em Paris


Obra poética de José Terra
15 de janeiro de 2015, às 18h30
Na Biblioteca do Centro Calouste Gulbenkian em Paris.


Apresentação do livro  que reúne todos os livros éditos, poemas esparsos e inéditos do poeta José Terra. 



Apresentação por 
Catherine Dumas, Marie-Claire Zimmermann 
e José Manuel Esteves.

Seguindo de um concerto-recital
 do pianista Alvaro Teixeira Lopes 
e do tenor José d'Eça.

Em parceria com 
Camões - Instituto da Cooperação e da língua
 e a Casa de Portugal - André de Gouveia.

Fonte: Agenda da Biblioteca do Centro Calouste Gulbenkian, Fundação Calouste Gulbenkian. Paris, 12-01-2015.

31/12/2014

Assinalada a morte do poeta José Terra no Especial 2014-15 do jornal Público



José Terra

24.05.1928 – 17.01.2014

Nome destacado dos Estudos Lusófonos em França, poeta, filólogo, historiador, ensaísta e professor. Como poeta, estreou-se em 1949, com o livro Canto da Ave Aprisionada, uma edição de autor que foi apreendida pela censura. Foi co-fundador da revista Árvore - Folhas de Poesia(1951-53), com António Luís Moita, António Ramos Rosa, Raúl de Carvalho e Luís Amaro.

Fonte: «Especial 2014-15 - Os que morreram: José Terra», in Público [online], dez. 2014.

02/11/2014

CONVIVER COM A POESIA DE JOSÉ TERRA



A POESIA DE JOSÉ TERRA, recentemente reunida no cuidado volume Obra Poética (Porto: Modo de Ler, 2004 – Prefácio de José Manuel da Costa Esteves) foi apresentada por Helena Aguiar na sexta-feira passada (31.10.2014, às 21:30), na Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez.

A sessão foi organizada pelo Grupo de Estudos do Património Arcuense (GEPA) e a Casa das Artes, de  Arcos de Valdevez. O momento de convívio, aberto com um chá ou um vinho verde, constituiu uma abordagem a alguns poemas do ilustre arcuense, cofundador e coeditor da revista Árvore–folhas de poesia (1951-1953) e professor catedrático na Universidade de Paris IV – Sorbonne.

Da palestra, intitulada «José Terra: uma leitura da sua arte poética» apresentamos, como ilustração deste “post”, o primeiro poema escolhido, igualmente um dos poemas de abertura do livro de estreia do Poeta – Canto da Ave Prisioneira (1949). Foram também comentados os poemas «O vocábulo exacto, os capilares», «XXVI – Cinjo a palavra ao objecto. Risco», «Poesia» e «Oh palavras…». A seleção de textos inclui ainda outro metapoema, agora do colega da aventura poética de Árvore: António Ramos Rosa, e que constitui outra reflexão - informada e poética - sobre a arte de fazer versos: «O espelho do invisível de José Terra».

Sessão poética, pois, e de convivial homenagem a quem, sem nunca ter esquecido a sua terra e o seu país, divulgou a língua e a cultura portuguesas além-fronteiras.

JCC

12/02/2014

Testemunho de Mário Soares sobre José Terra

 
JOSÉ TERRA, UM PROFESSOR PORTUGUÊS EM FRANÇA

Conheci José Silva Terra na Faculdade de Letras de Lisboa, onde fomos colegas e ele era estudante-trabalhador. Era minhoto, poeta e escritor, participando ativamente no MUD (Movimento de Unidade Democrática, do pós-guerra) e na campanha para a eleição (frustrada) do general Norton de Matos.
Foi depois disso, creio, que se estabeleceu em França, tendo sido leitor de Português em diversas universidades francesas e casado com uma senhora francesa, que não conheci.
Entretanto, perdi-o de vista.
Voltei a encontrá-lo em Paris, quando fui expulso de Portugal, no tempo de Marcelo Caetano, sem qualquer julgamento prévio e por puro arbítrio.
Dias depois de me ter instalado em Paris, num modestíssimo hotel na rua de l"École de Médecine, em pleno Quartier Latin, voltei a encontrar, por acaso, José Terra. Contei-lhe a situação em que me encontrava e ele disse-me que talvez pudesse arranjar-me um lugar na Universidade de Vincennes (mais tarde Universidade de Paris VIII). E assim fez. Arranjando-me o meu primeiro trabalho remunerado em França. Mais tarde fui professor em Rennes e depois na Sorbonne. Fiquei-lhe grato para sempre e mesmo depois do 25 de Abril, quando regressei a Portugal, voltei a encontrá-lo várias vezes, quer em Paris quer em Lisboa e mesmo no Minho.
José Terra, como sempre o tratei, além de professor, foi um poeta, um escritor e um ensaísta que deixou uma vasta obra literária.
Faleceu há poucos dias num hospital de Paris com 85 anos de idade. Era natural de Arcos de Valdevez, onde o encontrei várias vezes. Sempre foi fiel à sua terra natal e à sua Pátria, não obstante ter vivido a maior parte dos seus dias em França.
Foi para mim um motivo de grande tristeza a inesperada notícia da sua morte.


Fonte do texto (excerto):
Mário SOARES, «O tempo e a memória. Os humanos estão a destruir a Terra», crónica, Diário de Notícias, 11.02.2014, p. 55; texto reproduzido igualmente online: «Opinião. Os humanos estão a destruir a Terra».

24/01/2014

«E da noite súbito vencida... seus longos cabelos madrugantes.» - José Terra

"O nascimento de Vénus", 1875
por Alexandre Cabanel (francês, 1823–1889)
Fonte da imagem: Metropolitan Museum of Art

E da noite súbito vencida
um corpo auroreal vai-se movendo,
primeiro os braços afastando as trevas,
pouco depois a fronte gloriosa
com dois olhos mansos como fontes
e o torso nu, as ancas e o sexo.

Eis que desfaz os últimos indícios
da noite espectral e primitiva
e corre pelos montes e florestas,
deixando atrás de si rios e lagos
e os belos animais surpreendidos.

Eis que solta um grito misterioso
em direcção ao mar que se ilumina
e das suas ondas Ela irrompe
com os seios marítimos, salinos,
e algas, búzios, peixes, escorrendo
dos seus longos cabelos madrugantes.



José Terra
Para o poema da criação, 1953

Edição utilizada: Líricas Portuguesas – 3.ª Série, org. de Jorge de Sena, Vol. II, 2.ª ed., Lisboa: Edições 70, 1983, pp. 356-357.

17/01/2014

Testemunho de Jorge de Sena sobre a obra do poeta José Terra



«A sua poesia foi evoluindo em concentração expressiva, de livro para livro, e também em segurança formal e equilíbrio de gosto, adquirindo uma força e uma intensidade de lirismo entre ansioso e grave, que espelha admiravelmente algo de cultura clássica apaixonadamente revivida na experiência direta da terra e da paisagem. O que poderia ser um artificial esteticismo classicizante foi, assim, uma vigorosa expressão, cheia de ressonância, do encontro entre uma educação e uma experiência de vida. Poesia de ardente juvenilidade, metaforicamente pensativa, mas muito direta na comovida dicção de um sentimento generoso, foi das mais notáveis de entre as reveladas no período coberto por esta antologia.» - Jorge de Sena

in Líricas Portuguesas - 3.ª Série - II volume, 2.ª ed., Lisboa: Ed. 70, 1983, p. 355 [1.ª ed., Lisboa: Portugália, 1958] - org. Jorge de Sena.

Hoje, 17 de janeiro de 2014, o Poeta José Terra reencontrou o Paraíso

José Terra
n. Prozelo, Arcos de Valdevez, 24.05.1928 - m. Paris, 17.01.2014


«Paradise Regained» poema publicado in O Comércio do Porto, supl. “Cultura e Arte”, Porto, 1953?; integrado no volume Para o poema da criaçãoLisboa: Edições Árvore, [12 de março] 1953.




Algumas notícias assinalando a morte do Poeta, registadas neste post depois do dia 17:


1. Redação, «Morreu José Terra», in Tvi24 [digital], Sociedade, 17.01.2014 – 19h48.

2. RIBEIRO, Daniel [correspondente em Paris], «Morreu José Terra», in Expresso [digital], Sociedade, 17.01.2014 – 19h49.

3. Redação & Lusa [Agência], «Morreu em Paris o poeta português José Terra», in Diário Digital, 17.01.2014 – 20h21.

4. Redação, «Morreu o poeta português José Terra», in A Bola.pt, 17.01.2014 – 20h30.

5. LUSA [Agência], «Óbito. Morreu em Paris o poeta português José Terra», in Diário de Notícias [digital], Artes, 17.01.2014.

5. Redação, «Morreu em Paris o poeta português José Terra», in Jornal de Notícias [digital], Cultura, 17.01.2014.

7. Redação & Lusa [Agência], «Morreu em Paris o poeta português José Terra», in Público [digital], Cultura, 18.01.2014 – 15h17. – Com uma fotografia do poeta.

8. Redação & Lusa [Agência], «Morreu em Paris o poeta português José Terra, de 83 anos [sic - 85]», in Lux [digital], Nacional, 18.01.2014 – 09h42.

9. ASSOCIATION ADEPBA, «L'ADEPBA rendra hommage à José Terra, l'un de ses fondateurs en 1973» - mensagem colocada no Facebook, em 20.01.2014, reproduzindo o texto da LUSA [18.01.2014 - 15:17] e com uma fotografia do poeta [Fontenay-sous-Bois, abril 2007].

10. Camões - Instituto da Cooperação e da Língua & Lusa [Agência], «Morreu o professor José Terra, referência dos Estudos de Língua Portuguesa em França», sítio de Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, secção “Notícias. Língua e Cultura”, 21.01.2014.

11. ANTUNES, José Carlos Janela, «Combater o bom combate», Notícias de Vila Real do 22/01/2014, p. 4.

12. Redação, «Morreu em Paris o professor José Terra. Poeta e professor jubilado das universidades francesas», in Luso Jornal [digital], Comunidade, 22.01.2014, p. 6.

13. ASSOCIATION ADEPBA, «Lettre d'information. L'ADEPBA a le regret de vous annoncer le décés du Professeur José da Silva Terra,  l'un de ses fondateurs en 1973», carta-eletrónica reenviada ao autor deste blogue, 23.01.2014 - às 17:44.

14. AA.VV, «Morreu José Terra, uma figura notável da cultura portuguesa contemporânea» [título na 1.ª página] – dossiê dedicado ao poeta, in Notícias dos Arcos, n.º 522 (III série), Arcos de Valdevez, 23.01.2014. – Contém, para além dos textos registados abaixo (de M. 

15. PINTO; A. CACHO; J. BARROS), a «Mensagem de condolências do Município» pelo Presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves, p. 9; notícia das “Celebrações”: funeral, missa e homenagem da Universidade da Sorbonne, ibidem; e breve notícia saudosa de «José Terra» por Amândio Peixoto, p. 10.

16. PINTO, Mário G. L. Barros, «Editorial. Morreu José Terra, uma figura notável da cultura portuguesa contemporânea», Notícias dos Arcos, n.º 522 (III série), Arcos de Valdevez, 23.01.2014, p. 2.

17. CACHO, António, «José Terra», Notícias dos Arcos, n.º 522 (III série), Arcos de Valdevez, 23.01.2014, pp. 7-8.

18. BARROS, José, «França. Morreu o homem de letras, o professor e o poeta José Terra», Notícias dos Arcos, n.º 522 (III série), Arcos de Valdevez, 23.01.2014, p. 9.

19. Redação, «Depois de amanhã / irei com o Álvaro de campos para Glasgow» [poema, de José Terra], Expresso, supl. “Economia”, Lisboa, 25.01.2014, p. 5.

20. Redação?, [página dedicada ao funeral em Paris (e em Prozelo) de José Terra], Notícias dos Arcos , n.° 523, 30.01.2014, p. 18.

21. SOARES, Mário, «O tempo e a memória. Os humanos estão a destruir a Terra», crónica, Diário de Notícias, 11.02.2014, p. 55; texto reproduzido igualmente online: «Opinião. Os humanos estão a destruir a Terra».

22. LIMA, Cláudio, «Na morte de José Terra», As Artes entre as Letras, Porto, 26.02.2014, p. 20.

23. Redação, «Os que morreram: José Terra», in "Especial 2014-15" de Público [online], dez. 2014; reprod. neste blogue.



    José Terra - A OBRA

    José Terra - OBRA POÉTICA -  Porto: Modo de Ler, 2014 (no prelo)
    Com pref. de José Manuel da Costa Esteves.
    Este volume reune integralmente os quatro livros do poeta, 
    acrescidos de textos dispersos e inéditos.

    Poesia [e um conto]

      
    1.    Canto da Ave Prisioneira. Lisboa: Edição do autor, 1949 – capa com um desenho de José Viana Dionísio [o futuro actor José Viana).

    2.   Para o Poema da Criação. Lisboa: Edições Árvore, 1953 – Com dois desenhos de Cipriano Dourado e o poema em prosa «A visão paradisíaca» de António Ramos Rosa.

    3.    Canto Submerso. Lisboa: Portugália Editora, 1956 – Com capa do pintor Fernando Azevedo – Prémio de poesia «Teixeira de Pascoaes».

    4.   Espelho do Invisível. Lisboa: Livraria Morais Editora, 1959 – Col. “Círculo de Poesia”.

    5.    «Vou até ao fim do mundo», conto de 1951, in Contos do Minho: colectânea de contistas minhotos. Póvoa de Lanhoso: Ave Rara, 2002, pp. 161-174.

    Alguma poesia publicada dispersamente

    • «Estiagem» [Para Álvaro Salema; soneto, posteriormente intitulado “Verão”], in Seara Nova, n.º 58, 8.11.1947, p. 149.
    • «[poema]», in revista Cassiopeia, n.º 1 [número único], março 1955.
    • «Paradise Regained» [Paraíso recuperado/ reencontrado], in O Comércio do Porto, Porto, supl. “Cultura e Arte”, 1953?; reprod. em Para o poema da criação, Lisboa: Edições Árvore, [12 de março] 1953.
    • «“1 /Um rosto emerge da penumbra: um barco/; “2 /No obscuro as mãos e só as mãos, as puras/» [sonetos], revista Pentacórnio, Lisboa, vol. 5, 31.12.1956, p. 18.
    • «Soneto para o estrangeiro» [o primeiro poema do volume Canto Submerso], in jornal Itinerário, Lourenço Marques, n.º 147, junho 1955, pp. 8-9 – Com nota biográfica na p. 8.
    • «Oh palavras…» [quatro estrofes de dez versos, numeradas; escrito em “Montreuil-sous Bois, 12-10-70”], in Colóquio/Letras, n.º 8, jul. 1972, pp. 64-65.
    • «No fio do tempo… / Sur le fil du tempps… – Algumas liras para Anne-Marie Quint» [versão bilingue do poema, tradução do Autor], in PENJON, Jacqueline (ed.), Le Sel de la terre. Hommage à Anne-Marie Quint, Paris: Presses Sorbonne Nouvelle, 2013, p. 28. [ass. dos poemas: “José da Silva Terra”].

    Colaboração poética em antologias colectivas

    • Líricas Portuguesas – 3.ª Série, de Jorge de Sena (1958, 1983), vol. II;
    • História da Poesia Portuguesa do Século XX, acompanhada de uma antologia, de João Gaspar Simões (1959);
    • Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, de Maria Alberta Menéres e E. M. de Melo e Castro (1959, 1961, 1971), e Antologia da Poesia Portuguesa 1940-1977, 1.º vol. (1979);
    • Antología de la nueva poesía portuguesa, de Ángel Crespo (1961);
    • «Poètes portugais», de Arnaldo Saraiva, in rev. Esprit, nouv. série, n.º 7-8 (1967);
    • Poetas Portuguêses Modernos, de João Alves das Neves (1967);
    • Variações sobre um Corpo, de Eugénio de Andrade (1972, 1973);
    • 800 Anos de Poesia Portuguesa, de Orlando Neves e Serafim Ferreira (1973);
    • Portugalskaya poesia XX veka [Poesia Portuguesa do Século XX], de E. Golubeva (ed. russa, 1974);
    • Da Outra Margem, de Maria Armandina Maia (2001).

    Monografias

    1.     Organizou a antologia – La Littérature Portugaise Contemporaine. Paris : Pleiade, 1968.
    2.     Le poète portugais Gomes Leal, Albert de Quintana et les fêtes latines de Montpellier de 1878. S.l.: s.n.. 1900. [ass. J. F. da Silva Terra].
    3.     Les exils de Garrett en FranceS.l.: s.n., 1968. [ass. José F. da Silva Terra].
    4.     L' Édition princeps du Dialogo de Preceitos Moraes de João de Barros. Lisboa: Institut Français au Portugal, 1969. [ass. José F. da Silva Terra].
    5.     Seis poemas de André de Resende. Paris: Fund. Calouste Gulbenkian, 1974.
    6.     Espagnols au Portugal au temps de la reine D. Catarina. Paris: Fund. Calouste Gulbenkian, 1975.
    7.     António Ferreira et António de Sá de Meneses. Lisboa: Institut Français au Portugal, 1977.
    8.     Breve comentário sobre um capítulo da "Crónica de D. Manuel" de Damião de Góis e uma Carta do Conde de Alcoutim. Paris: Fund. Calouste Gulbenkian, Centro Cult. Português, 1982.
    9.     Os emigrados liberais portugueses em França. Paris: Fund. Calouste Gulbenkian, Centre Culturel Portugais, 1983.
    10. «João Rodrigues de Sá de Meneses et l’humanisme portugais» - Thèse d’Etat, sous la direction de Monsieur Georges Boisvert. Paris III, 1984.
    11. Para o estabelecimento crítico de um corpus do teatro português do século XVI. Paris: Centre Culturel Portugais, 1986.
    12. Pour un corpus critique bilingue des textes fondamentaux des XVe. et XVIe. siécles sur l'expansion portugaise. Paris: Fond. Calouste Gulbenkian, Centre Culturel Portugais, 1986.

    Artigos

    13. «Sobre poesia e alguma coisa mais», in Jornal de Elvas, n.º 960, 6.02.1947, p. 4. [ass. José Terra]
    14. «Apresentação de T. S. Eliot», Cassiopeia – Antologia de poesia e ensaio, n.º 1 [único], março 1955.
    15. Testemunho em «Para a história de “Árvore” e da sua época», Letras e Letras, n.º 56, 02.10.1991, p. ?
    16. «No aniversário de um grande poeta», Relâmpago, Lisboa, n.º 5 – Homenagem a António Ramos Rosa, 1999, pp.97-100.
    17. «Toponymie afro-portugaise au XVème siècle», Colloque international sur la Néologie Ibérique, Paris, Col. Ibérica-essais, 2000, pp.131-157.
    18. «REVAH, Israel Salvador – lusófilo francês (Berlin 1917 - Créteil 1973)», Biblios: Enciclopédia Verbo das Literaturas de Lígua Portuguesa, vol. 4, Lisboa: Verbo, 2001, pp. 737-739.
    19. «RICARD, Robert – lusófilo francês (1900-1984)», Biblios: Enciclopédia Verbo das Literaturas de Lígua Portuguesa, vol.4, Lisboa: Verbo, 2001, pp. 802-805.
    20. «Cabo Cortês ou cabo Mesurado? / Angra des Voltas ou Angra da Volta / Angra dos Vaqueiros ou Angra de Sao Brás», Vents du Large, Hommage à Georges Boisvert. Paris: Presses Sorbonne Nouvelle, 2002, pp. 29-47.
    21. «Paul Teyssier (1915-2002)», note nécrologique avec bibliographie, Estudis Románics, vol.XXV, Barcelona: Institut d’Estudis Catalans, 2003, pp. 515-523.
    22. «José Viana – Lembrança do artista quando jovem», JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 22.01.2003.
    23. «Garrett e a França», in Almeida Garrett / um romântico / um moderno. Actas do Congreso Internacional de Coimbra, org. por Ofélia Paivca Monteiro e Maria Helena Santana, vol. II, Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2003, pp. 263-285.
    24. «“Árvore” vue de l'intérieur» [comunicação], in Árvore et la poésie portugaise des années cinquante (1951 -1953), Actes du colloque organisé par Maria Helena Araújo Carreira (Universités de Paris III, Paris IV et Paris VIII), Paris:  Éditions Lusophone, 2003, pp. 127-140.
    25. «Espagne et espagnols dans la Miscelânea de Garcia de Resende», in Humanismo para o nosso tempo, vol. de homenagem ao Professeur Luís de Sousa Rebelo, org. José V. de Pina Martins et al.. Lisboa: Fundaçao Calouste Gulbenkian, 2004.
    26. «In memoriam José Augusto Seabra (18 février 1937 - 27 mai 2004)», in Cahier n.º 12 do CREPAL [Centre de Recherche sur les pays lusophones]. Paris: Presses Sorbonne Nouvelle, 2005, p. 205-210.
    27. «TEYSSIER, Paul», Biblios: Enciclopédia Verbo das Literaturas de Lígua Portuguesa, vol.5, Lisboa: Verbo, 2005, pp. 423-428.

    Tradução

    Traduziu para português:

    Na Livros do Brasil
    • A tempestade / George Stewart, trad. Alex Vianny; rev. para Portugal por José Terra. Lisboa: Livros do Brasil, 1950.
    • A mulher-raposa / David Garnett. Lisboa: Livros do Brasil, 1955.
    • Vigia do mundo / Giovanni Papini. Lisboa: Livros do Brasil, 1955; 2.ª ed., 1960.
    • Os anjos negros / François Mauriac. Lisboa: Livros do Brasil, 1956.
    • O bairro / Vasco Pratolini. Lisboa: Livros do Brasil, 1956.
    • As raparigas de Sanfrediano / Vasco Pratolini. Lisboa : Livros do Brasil, 1956.
    • A queda / Albert Camus. Lisboa: Livros do Brasil, 1957, 1963, 1965, 1969, 1971, 1972, 1974, 1981, 1983, 2008.
    • A vida de Victor Hugo /André Maurois. Lisboa: Livros do Brasil, 1958 / nova ed.: Lisboa : Círculo de Leitores, 1977 – sob o título Victor Hugo.
    Na Europa-América

    • História da literatura italiana / Paul Arrighi. Lisboa: Europa-América, 1959.
    • O fenómeno humano / Pierre Teilhard de Chardin, trad. de Léon Bourdon e José Terra. Porto: Livr. Tavares Martins, 1965; 2.ª ed, 1966; 3.ª ed., 1970.
    Na Portugália
    • Consideram-se mortos e morrem / Elio Vittorini. Lisboa: Portugália, 195? .
    • Camões / Georges Le Gentil, trad. e notas de José Terra. Lisboa: Portugália, 1969.
    Arcos de Valdevez: Câmara Municipal

    • Soajo: entre migrações e memória: estudos sobre uma sociedade agro-pastoril de identidade renovada / Colette Callier-Boisvert, trad. José Terra, texto rev. e aumentado. Arcos de Valdevez: Câmara Municipal, 2004.

    Traduziu para francês:

    • Une façon de dire adieu [antologia poética] / Ruy Belo, pref. de Nuno Júdice, trad. José Terra, rev. Iréne da Silva. Bordeaux: Éditions l’Escampette, 1995.

    06/10/2013

    José Terra - A vida e a obra poética

    José Terra
    Abril de 2007, no Monumento ao 25 de Abril,

    em Fontenay-sous-Bois (região parisiense)
    por Dominique Stoenesco

    José Terra [pseudónimo de José Fernandes da Silva] nasceu em Prozelo, Arcos de Valdevez, a 24.05.1928.

    Poeta, filólogo, historiador, ensaísta, crítico, tradutor e professor catedrático.
             
    Tendo frequentado o seminário até aos dezassete anos, fixa-se em Lisboa como empregado comercial (1946) e frequenta estudos universitários. É licenciado e mestre em Filologia Clássica pela Universidade de Lisboa. Doutorou-se na Sorbonne – Universidade de Paris III, em 1984, com a tese intitulada «João Rodrigues de Sá de Meneses e o Humanismo Português».

    Lecionou no ensino secundário, em Lisboa, e a partir de 1957, ano em que é nomeado pelo Instituto de Alta Cultura como Leitor de Português numa universidade em França, não mais deixará de ensinar e promover a língua e a cultura portuguesas nesse país: em Aix-en-Provence, Nice, Paris. Desde 1988 que é professor catedrático na Universidade de Paris IV – Sorbonne, agora jubilado.



    Cofundador e coeditor – com António Luís Moita, António Ramos Rosa, Luís Amaro e Raul de Carvalho – da revista Árvore – folhas de poesia, de que saíram quatro fascículos: de 1951 a 1953 [1.º fasc., Outono de 51; 2.º fasc., Inverno de 51-52; 3.º fasc., Primavera e Verão de 52; Vol. II, primeiro fasc., Outono de 53. No último fasc., Egito Gonçalves substitui António Luís Moita] e, na sua sequência, cofundador da revista Cassiopeia – Antologia de poesia e ensaio, igualmente publicada em fascículos e de que saiu um número único, em março de 1955, sob orientação de António Carlos, António Ramos Rosa, João Rui de Sousa, José Bento e José Terra.

    Colaborou como poeta e como ensaísta – neste domínio tem-se dedicado sobretudo à literatura e à história do Renascimento – em diversas publicações periódicas: Árvore, Cassiopeia, Seara Nova, Vértice, Nova Renascença, Colóquio/Letras, JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, Diário de Notícias, O Comércio do Porto, Boletim Internacional de Bibliografia Luso-Brasileira, etc.


    Distinguiu-se na escrita literária com a publicação de quatro livros de poesia: Canto da ave prisioneira (1949), Para o poema da criação (1953), Canto submerso (1956) e Espelho do invisível (1959). Volumes agora reunidos em edição integral na sua OBRA POÉTICA (Porto: Modo de ler, 2014 – no prelo), acrescida de textos dispersos e inéditos, tornando a sua poesia visível para o leitor atual, libertando o canto da ave poética para que espelhe a sua arte no panorama literário português.

    O seus poemas foram incluídos em diversas antologias poéticas coletivas e pelo seu volume Canto submerso (1956) foi galardoado com o Prémio de Poesia «Teixeira de Pascoaes», um ano antes.
             

    Como tradutor, verteu para a língua portuguesa, especialmente com a chancela Livros do Brasil, obras de David Garnett (A mulher-raposa, 1955); Giovanni Papini (Vigia do mundo, 1955); François Mauriac (Os anjos negros, 1956); Vasco Pratolini (O bairro, 1956; As raparigas de Sanfrediano, 1956); Albert Camus (A queda, 1957, com muitos “reprints” até à atualidade); André Maurois (A vida de Victor Hugo, 1958); Paul Arrighi (História da literatura italiana, 1959); Pierre Teilhard de Chardin (O fenómeno humano, 1965 – trad. com Léon Bourdon); Elio Vittorini (Consideram-se mortos e morrem, Lisboa: Portugália, 195?); Georges Le Gentil (Camões, 1969 – trad. e notas); Colette Callier-Boisvert (Soajo: entre migrações e memória: estudos sobre uma sociedade agro-pastoril de identidade renovada, 2004 – trad., texto rev. e aumentado). Traduziu para francês uma antologia da poética de Ruy Belo – Une façon de dire adieu (1995).

    José Carlos Canoa

    Principal fonte bibliográfica:
    Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. V,
    Lisboa, 1998 – versão online na DGLB.



    OBRA POÉTICA + um conto:




    Canto da Ave Prisioneira

    Lisboa: Edição do autor, 1949.

     – capa com um desenho de José Viana Dionísio
    [o futuro actor José Viana).



    Para o Poema da Criação
    Lisboa: Edições Árvore, 1953.

    – Com dois desenhos de Cipriano Dourado 
    e o texto poético «A visão paradisíaca» de António Ramos Rosa.







    Canto Submerso.
    Lisboa: Portugália Editora, 1956. 

    – Com capa de Fernando do pintor Fernando Azevedo
    – Prémio de poesia «Teixeira de Pascoaes»,
    recebido no “ano anterior”.






    Espelho do Invisível
    Lisboa: Livraria Morais Editora, 1959.
     – Col. “Círculo de Poesia”.






    «Vou até ao fim do mundo», conto de 1951

    in Contos do Minho: colectânea de contistas minhotos.
    Póvoa de Lanhoso: Ave Rara, 2002, pp. 161-174.

    Receção a Obra Poética (Modo de ler, 2014)

    • GUIMARÃES, Fernando, «Reler José Terra», Relâmpago, n.º 34, abril 2014, pp. 208-210.

    Alguns estudos sobre José Terra


    S.a. – "MARIA DE Lourdes Belchior, José Terra e Pedro Tamen", Colóquio/Letras. Letras em Trânsito, n.º 140/141, abr. 1996, p. 349.

    AA.VV, Árvore et la poésie portugaise des années cinquante (1951 -1953), actes du colloque organisé par Maria Helena Araújo Carreira, Paris:  Éditions Lusophone, 2003.

    ANTUNES, Manuel, «?», in Brotéria, Lisboa, vol. 56, 1953, pp. 491-494; reprod. in Padre Manuel Antunes, SJ, Obra Completa: Estética e Crítica Literária, t. V, vol. I, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2009, pp. 25-26, 28.

    ANTUNES, Manuel, «?», in Brotéria, Lisboa, vol. 62, 1956, pp. 587-596; reprod. in Padre Manuel Antunes, SJ, Obra Completa: Estética e Crítica Literária, t. V, vol. I, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2009, p. 201.

    BRASIL, Jaime [?] – «Livros e Publicações – Canto da Ave Prisioneira – por José Terra – Com capa desenhada por Viana Dionísio» [Edição do Autor, 1949], in O Primeiro de Janeiro, 18.04.1949, p. 6.

    COELHO, Eduardo Prado, «A arte e o invisível na poesia de José Terra», in A Palavra sobre a Palavra. Porto: Portucalense Editora, 1972, pp. 205-214.

    COCHOFEL, João José, «Crónica de poesia», in Gazeta Musical e de Todas as Artes, Lisboa, n.º 87, jun. 1959, pp. 107-108; reprod. in Críticas e Crónicas, pref. Rui Feijó, Lisboa, IN-CM, 1982, p. 183.

    DIAS, Akima, «Uma leitura do conto “Vou até ao fim do mundo”» [inclui uma “apresentação do autor”], in ROCHA, Paula et al, Contos do Minho… à nossa maneira [baseado no livro Contos do Minho]. Braga: CEFP [Centro de Emprego e Formação Profissional], 2012, pp. 97-103.

    DIONÍSIO, Mário, recensão crítica de: Canto da Ave Prisioneira (1949), Vértice – Revista de Cultura e arte, Lisboa, vol. VIII, 11.07.1949, p. 57.

    ESTEVES, José Manuel da Costa, «La poésie de José Terra: l’acte créateur comme acte libérateur» [comunicação], in Árvore et la poésie portugaise des années cinquante (1951 -1953), actes du colloque organisé par Maria Helena Araújo Carreira, Paris: Éditions Lusophone, 2003.

    GONDA, Gumercinda Nascimento, Árvore e o Sentido da Modernidade (As Mil Maneiras de Ver), Tese de Doutorado em Letras Vernáculas. Faculdade de Letras da UFRJ, 2006.

    GONDA, Cinda, «“Árvore”: breve história de uma revista», Labirintos: Revista eletrônica do Núcleo de Estudos Portugueses, n.º 4, 2.º semestre de 2008, Feira de Santana: Univ. Estadual de Feira de Santana; reprod. em Teia Literária: revista de estudos culturais: Brasil – Portugal - África [online], n.º 3 – Memória, imaginário e identidade cultural, São Paulo: In House, 2009 pp. 53-70.

    GUISADO, Alfredo – «Livros de Versos. Cântico da Ave Prisioneira [jan. 1949], de José Terra», in “Literatura” [página dir. por Alfredo Guisado] do República, 18.03.1949, p. 3.

    HÖRSTER, Maria António Henriques Jorge Ferreira, ref.as à obra de José Terra [interpreta o conjunto da obra do Poeta sob a influência de Rilke], Para uma História da Recepção de Rainer Maria Rilke em Portugal (1920-1960). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001, pp. 645-652.

    LOPES, Óscar, «A crítica do livro», O Comércio do Porto, Porto, 24.11.1959, p. 6.

    MARTINHO, Fernando J. B., «Fidelidade ao humano» [cap. dedicado aos poetas da Árvore, apresentando uma visão global e interpretativo da poesia de José Terra], in Tendências Dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50. Lisboa: Edições Colibri, 1996;  2.ª ed., 2013. – A propósito dos poetas da Árvore, ver p. 206-271 da 1.ª ed. e 220-290 da 2.ª ed..

    ROSA, António Ramos, «José Terra, “A visão paradisíaca”» - prefácio ao livro Para o Poema da Criação, Lisboa, Edições Árvore, 1953.

    ROSA, António Ramos - «?», Seara Nova, Lisboa, n° 1370, dez. 1959, pp. 392-393.

    ROSA, António Ramos, Recensão crítica de: “Espelho do Invisível” (José Terra)”, Ler - Jornal de Letras, Artes e Ciências, dez. 1959, p. 392.

    ROSA, António Ramos -«?», Cadernos do Meio Dia, Faro, n° 5, fev. 1960, pp. XIII-XIV.

    SENA, Jorge de, nota biobibliográfica, in Líricas Portuguesas – 3.º Série, 2.ª ed. em 2 vols., Lisboa, Ed. 70, 1983 [A 1.ª ed., Lisboa, Portugália, é de 1958], p. 355.

    STOENESCO, Dominique, «Os poetas portugueses imigrantes, refugiados ou exilados na França (desde os anos 1960-70)» [com nota biográfica sobre José Terra], Légua & Meia: Revista de literatura e diversidade cultural. Feira de Santana: UEFS, v. 4, n.º 3, 2005, pp. 106-130. – disponível online; reprod., em língua francesa, in Latitudes. Cahiers Lusophones, Paris, n.º 27, septembre 2006, pp. 34-45 – sob o título “Les poètes portugais exilés ou immigrés en France, des années 1960-70 à nos jours” [com ilustrações].


    ZIMMERMANN, Marie-Claire, «Do obscuro à escrita: um soneto de José Terra», in Terra de Val de Vez, revista cultural do GEPA (Grupo de Estudos do Património Arcuense), Arcos de Valdevez, n.º 18, 2007, p. 131-132.




    A beleza espantosa dos poemas:

    ESTE POEMA RESPIRA


    Este poema respira. Em seus flancos
    circula o sangue por artérias novas.
    Rasgo-lhe a boca e beijo-o. Dou-lhe os olhos
    selvagens e esta inocência que é

    a sua vida eterna. Entre os salgueiros
    esconde o corpo e o sexo recentes.
    Há um cheiro a resina, um cheiro vivo
    a sémen, sangue, suor, a flor carnívora.

    Este poema é macho. Olhai seus músculos
    retesos, suas ancas, seus artelhos,
    seu sexo erecto, seu púbis, seus mamilos.

    A primeira seta do sol fere-lhe os olhos.
    Vede-o agora de rosto entre as mãos limpando
    a sujidade materna com o seu pranto.

    José Terra

    Canto submerso, 1956


    Edição utilizada: 
    Líricas Portuguesas, 3.ª Série, org. Jorge de Sena, Vol. II, 2.ªed., Lisboa: Ed. 70, 1983, pp. 359-360.